Energizantes e álcool não devem ser ingeridos juntos

Correio da Bahia – Aqui Salvador/ Online – Nutrição – 01/02/2008
Marcelo Brandão

Muito consumidas no período do Carnaval, geralmente misturadas com destilados, como uísque e vodca, as chamadas bebidas estimulantes ou energéticas devem ser ingeridas com alguns cuidados e com moderação. O alerta é de médicos e outros profissionais da área de saúde. A recomendação de cardiologistas, nutricionistas e farmacêuticos é não misturá-las com álcool ou drogas psicoativas, evitar o consumo excessivo e só fazer uso quando estiver bem alimentado.

Para o cardiologista Ari Alves da Silva, as bebidas energéticas não geram efeitos colaterais que possam colocar em risco a vida dos usuários. Maratonista há mais de 20 anos, o médico explicou que os estudos científicos divergem quanto ao aumento da freqüência cardíaca causado pelos chamados energy drinks. Na sua opinião, não é significativa a elevação dos batimentos do coração por causa da ingestão desses produtos. Ele alerta, entretanto, para o risco de misturá-los com bebidas alcoólicas ou drogas psicoativas, como acontece comumente em festas.

O médico explicou que o risco da mistura deve-se ao fato de as bebidas alcoólicas também possuírem a propriedade vasodilatadora, o que causa a elevação da freqüência cardíaca, similar à gerada pelas chamadas bebidas e-nergéticas. O mesmo acontece quando drinques como Red Bull, Flying Horse, Flash Power e outros similares são misturados com lança-perfume, cocaína e maconha, drogas psicoativas.

Divergências – A maioria das bebidas energéticas contém substâncias como o aminoácido taurina, o carboidrato glucoronalactona e a cafeína, considerados estimulantes. Mas, segundo o cardiologista, os estudos científicos também divergem quanto à produção dos efeitos estimulantes desses produtos. O médico não acredita que essas bebidas possam melhorar a resistência das pessoas ao cansaço.

Mas se as bebidas não trazem benefícios à performance das pessoas submetidas a situações de cansaço, também não causam prejuízos à saúde, desde que consumidas sozinhas, segundo o cardiologista. Ele explicou que durante o Carnaval, os foliões têm uma perda muito grande de carboidrato, porque costumam ingerir muita bebida alcoólica, que necessita de carboidrato para ser metabolizada e por causa da atividade física intensa. “Porém, as bebidas energéticas não suprem essa necessidade e o ideal é procurar fontes dessa substância nos alimentos”.

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